Quase 25 milhões de crianças e adolescentes acessam a internet e metade afirma que pais não conhecem nem controlam sua rotina virtual, diz pesquisa

A jovem Valentina* tem 14 anos e está no 9º ano do ensino fundamental. Como a maioria das adolescentes da sua idade, ela divide seu tempo entre escola, algumas horas de estudo em casa e claro, muita internet.

Nas horas vagas — principalmente nas férias — a adolescente passa a maior parte do dia e da noite em um “tour” entre a cama e a mesa, sempre com o celular na mão e o computador ligado.

Ao pensar em crianças nascidas após o ano 2000, é normal que imaginemos um mesmo padrão: jovens com smartphones em mãos e sempre conectados à internet.

Se elas nasceram após 2010, então, o mundo delas pode ser mais virtual do que real.

Segundo dados sobre o uso da Internet por crianças e adolescentes no Brasil (TIC Kids Online Brasil 2017), organizada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI), cerca de 85% das crianças e adolescentes brasileiras entre 9 e 17 anos acessaram frequentemente a internet em 2017. 

O acesso é feito especialmente pelo celular (93% dos casos) e metade deles relatam que seus pais ou responsáveis sabem “mais ou menos” ou “nada” sobre suas atividades na Internet.

Especialistas aconselham que além de saber o que os jovens andam fazendo na internet, os pais e/ou responsáveis também se preocupem com o que os jovens estão disponibilizam no mundo virtual.

Pensando no assunto, uma startup brasileira criou um aplicativo que permite aos responsáveis mediar o acesso dos jovens à internet, controlando principalmente o acesso a sites pornográficos.

O aplicativo Navegação Segura, criado pela startup AppGuardian, está disponível até o momento apenas em aparelhos com o sistema Android. Ele possibilita o bloqueio de qualquer tipo de conteúdo adulto em celulares e tablets. Ao instalar o aplicativo no celular da criança, os bloqueios necessários já são acionados automaticamente.

Além disso, o app possui um filtro de busca que barra qualquer linguagem explícita. O Navegação Segura utiliza um recurso chamado SafeSearch, que permite o bloqueio de imagens, vídeos e websites com conteúdo pornográfico e barra até os resultados de pesquisas em sites de busca, como o Google.

Caso queiram uma melhor performance do aplicativo, os pais podem inclusive bloquear a desinstalação do Navegação Segura por meio do AppGuardian (outro app, este disponível para Android e iOS), que oferece ainda mais recursos de mediação parental.

*Personagem fictícia, criada com o intuito exclusivo de ilustrar a matéria.

fonte: 
https://administradores.com.br/noticias/startup-brasileira-cria-aplicativo-de-controle-de-conte%C3%BAdos-maliciosos-para-crian%C3%A7as