Paul Krugman, nobel de Economia, reconhece: “Produtividade não é tudo, mas no longo prazo é quase tudo”.

Muito embora representem os dois lados de uma mesma moeda, eficiência e produtividade são equivocadamente entendidos como sinônimos. Quando se trata da estratégia das organizações, esses conceitos assumem papéis completamente diferentes.

A definição mais comum para a eficiência do trabalho é: “o número de horas necessárias para realizar uma determinada tarefa, em comparação com o benchmark de indústria ou mercado similar”. Eficiência é fazer o mesmo com menos.

As empresas melhoram a eficiência da mão-de-obra, encontrando maneiras de reduzir o número de horas de trabalho necessárias para garantir o mesmo nível de produção. Simplificando, se uma empresa produz 1000 aparelhos de celular em um mês e no seguinte consegue produzir 2000 sem adquirir novas máquinas e tampouco contratar novos trabalhadores (ou pedir que seus funcionários façam horas-extras), obteve um ganho de eficiência.

Isso se traduz em economia, porque a empresa gasta menos em salários e outros custos relacionados ao trabalho. A eficiência, então, está pautada pelo denominador – número de funcionários, horas de trabalho, dentre outros. À primeira vista, o conceito de produtividade é notavelmente semelhante.

Uma definição comum de produtividade do trabalho é: “razão entre a quantidade de produto obtido e as horas de mão-de-obra dedicadas à sua produção”. Produtividade, por sua vez, é fazer mais com o mesmo. Contrastando com a eficiência, a produtividade está pautada na expansão do numerador, ou seja, entregar mais bens e serviços com a mesma quantidade de trabalho.

A complexidade e a volatilidade no ambiente empresarial exigem uma visão de mundo diferente. E a inovação é crucial quando se trata de enfrentar os enormes desafios da atualidade.

Em vez de se concentrar na gestão do denominador, os executivos devem identificar maneiras de aumentar o numerador, eliminando sistematicamente os obstáculos à produtividade. Paul Krugman, nobel de Economia, reconhece: “Produtividade não é tudo, mas no longo prazo é quase tudo”.

Andriei Beber é professor e especialista da FGV.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/produtividade-e-eficiencia/118600/