Alguns comportamentos exibidos por ele têm demonstrado ser potencialmente capazes de afetar sua eficácia e de abalar a qualidade de seus relacionamentos, minando sua competência de liderança

Reprodução/ Fotos Públicas/ Michael Vadon

Temos assistido desde a posse do 45º presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, uma profusão de análises sobre sua personalidade e comportamento.

Trump tem proporcionado atentarmos para as habilidades e competências que parece possuir (seu lado ‘luz’), bem como para a forma com que lida com as exigências e pressões internas e externas (seus ‘desafios’) evidenciada em seus comportamentos (seu lado ‘sombra’).

Alguns comportamentos exibidos por ele têm demonstrado ser potencialmente capazes de afetar sua eficácia e de abalar a qualidade de seus relacionamentos, minando sua competência de liderança. E estamos falando do líder máximo de uma nação! Mas poderíamos estar falando de um profissional como nós.

Independente, autoconfiante e ambicioso (lado ‘luz’), Trump parece ignorar os pedidos dos outros e irritar-se quando insistem, mostrando-se teimoso e não cooperativo (lado ‘sombra’).

Com extremada habilidade para os negócios, já que se tornou um homem dos mais bem-sucedidos dos EUA, Donald Trump é resolvido em suas convicções (lado ‘luz’), mas parece não procurar as opiniões alheias e, consequentemente, pode ser levado a perder informações e ideias importantes que lhe cheguem através das pessoas (lado ‘sombra’).

Trump mostra ser altamente interessado em atividades empolgantes. É confiante, disposto a lidar com missões difíceis, é uma pessoa cheia de energia e destemida (lado ‘luz’). Só que diante destas espetaculares competências, muito desejadas em todas as organizações, é provável que tome as próprias decisões, que possa desprezar ou não admitir erros, que ignore a agenda dos outros e que busque focar exclusivamente em seus objetivos e prioridades (lado ‘sombra’).

Ele deveria ter cuidado especial com este lado ‘sombra’, tal como nós em nossas empresas – e na vida –, pois parece desaguar em um comportamento de arrogância onde se demonstra uma perspectiva inflada sobre as próprias competências e valor.

Trump é um grande tomador de riscos, mostrando sentir-se confortável quando é confrontado com desafios e escolhas que acarretam ousadia e incertezas (lado ‘luz’). Além disso, é intensamente orientado para a ação, estabelecendo metas elevadas para si e para os outros, dispondo-se a trabalhar duro para atingi-las (lado ‘luz’).

Em contrapartida, a paixão que demonstra por conquistar seus objetivos parece ser acompanhada por um jeito direto e até rude (lado ‘sombra’), colocando tensão em seus relacionamentos e desmotivando aqueles a quem deveria inspirar e influenciar positivamente.

Por consequência, sua habilidade interpessoal, que se estabelece na construção e manutenção dos relacionamentos, pode ficar abalada, prejudicando a construção da boa reputação, a promoção do moral das pessoas e a administração dos conflitos.

Vemos, então, que o profissional Donald Trump ao ser uma pessoa ativa, cheia de vitalidade e automotivada pode promover intensidade e propósito numa organização. Pode transformar o hoje, pois tem clareza de seus objetivos e da força que possui para alcançá-los. Pode levar os que estão à sua volta ao futuro, uma vez que enxerga as oportunidades e sabe como criá-las e executá-las.

Que Donald Trump saiba aproveitar seu lado ‘luz’ e vencer o seu lado ‘sombra’, assim como nós que podemos decidir de ‘que lado’ queremos estar.

Marcia Vazquez – Coach certificada pela ICC – International Coach Community, graduada em Psicologia, MBA em Gestão de Pessoas, Pós-Graduada em Gestão de RH com especialização em Análise Transacional e Gestora do Capital Humano / Educação Corporativa da Thomas Case & Associados, tradicional consultoria de carreiras com 40 anos de mercado em constante inovação.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-que-donald-trump-nos-ensina-nos-comportamentos-profissionais/118543/