Vitórias dos brasileiros Rayssa e Ítalo alavancaram as vendas de skates e itens de surf nas lojas. Conheça também o Bolsa Atleta e a Lei de incentivo.

Com o fim da Olimpíada de Tóquio se aproximando, o mundo todo vai sentir um grande impacto com a falta das coberturas esportivas e competições acirradas. As torcidas terão que esperar mais alguns anos para vibrarem por esses atletas e times novamente.

Mas não é só o público  que está sendo impactado pelos jogos olímpicos, as empresas que trabalham com a venda de itens esportivos também sentiram o poder desse evento com um aumento significativo nas vendas, mais especificamente em esportes que os brasileiros trouxeram medalhas para casa.

O efeito da “fadinha” dentro e fora da arena

Em entrevista ao Portal Contábeis, o Mercado Livre disse que no mesmo dia (26/07) em que a atleta Rayssa Leal, a famosa “fadinha do skate”, conquistou a medalha de prata, a plataforma registrou um recorde de vendas de patins e skates.

Em comparação com as vendas nas últimas quatro segundas-feiras, o site teve um aumento expressivo: 50% em vendas na categoria, que continuaram em alta nos dias seguintes à conquista.

Já a Centauro, loja esportiva que conta com e-commerce e também lojas físicas, disse ao Portal Contábeis, por meio do gerente executivo de marketing, Gustavo Milo Marasco, que a empresa demonstrou um crescimento ainda maior na busca por produtos relacionados às modalidades olímpicas: o crescimento é superior a 400% em itens relacionados a prática do skate.

Inspirações e economia a longo prazo 

Gustavo conta que na linha de produtos relacionado ao surf as pesquisas dobraram, mas que o efeito da Olimpíada é bem diferente da Copa do Mundo, por exemplo, e não é imediato. Durante o evento, surgem novos ídolos e, consequentemente, cresce a procura e o número de praticantes de determinadas modalidades.Já na Copa do Mundo, as pessoas compram um produto específico (a camisa da Seleção Brasileira de Futebol) para acompanhar o evento. O efeito Olimpíada é menos agudo, porém mais duradouro. 

“Muitas crianças, a partir de agora, vão começar a andar de skate e comprar produtos da modalidade ao longo do tempo, inspiradas pela fadinha e também pelo Kelvin Hoefler. Bob Burnquist, Sandro Mineirinho, Jonz e, mais recentemente, Letícia Bufoni e Pamela Rosa foram referências para que a Rayssa Leal se aventurasse no skate. O mesmo se deu com Marta, Guga, Daiane dos Santos, entre tantos outros atletas que inspiraram muitas pessoas. Agora é a vez da fadinha, Rebeca Andrade, Ítalo Ferreira, Fernando Scheffer, Daniel Cargnin e Mayra Aguiar, entre outros que vamos ver nos próximos dias, tornarem-se referências para os brasileiros, especialmente jovens e crianças. Os ídolos têm esse papel”, finaliza o gerente de marketing da Centauro.

Lei de incentivo ao esporte

Pessoas físicas e jurídicas podem contribuir com programas que incentivam o esporte por meio de doações no imposto de renda e/ou patrocínios. E, com isso, receber alguns benefícios fiscais.

Para falar sobre o assunto, o Portal Contábeis entrevistou o contador Danilo Campos, sócio da DWC Contábil. Dê o play e entenda como funciona a Lei de incentivo ao esporte.

Conheça o Bolsa Atleta

Para auxiliar os atletas de alto rendimento financeiramente, permitindo que eles se dediquem somente aos treinos e cuidados que a prática do esporte exige, o governo federal concede, desde 2005, o Bolsa Atleta.

O valor do benefício varia de acordo com a categoria do atleta e tem algumas regras que precisam ser seguidas para concessão. Dê o play no podcast especial que preparamos sobre o tema e saiba como solicitá-lo.

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/48182/jogos-olimpicos-aumentam-vendas-de-itens-esportivos-e-reforcam-importancia-de-incentivo-ao-esporte/