O estudo foi realizado em 42 países e transformado em um artigo publicado pela Harvard Business Review

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Uma análise feita por mais de três décadas constatou que que as companhias com valores parentais tem índices de inovações mais bem sucedidos do que empresas públicas ou privadas e esses resultados foram conquistados com um investimento em P&D menor que as outras.

O estudo foi realizado em 42 países e transformado em um artigo publicado pela Harvard Business Review. A publicação aponta que as empresas lideradas por uma cultura familiar tem um cuidado maior com os gastos e uma rede de contatos valiosíssima, que seria fundamental no processo de inovação, aumentando também a eficiência dos projetos e patentes desenvolvidas.

“Estas famílias são muito cautelosas com os investimentos, pois querem evitar qualquer desperdício. Proprietários de empresas familiares podem usar suas poderosas posições de acionista para garantir que os gerentes envolvem apenas em investimentos prudentes”, aponta o artigo.

Um bom exemplo do resultado apontado pelo estudo são os sócios Renan Perantoni e Augusto Romão. Renan representa a terceira geração de empreendedores em sua família e Augusto vem de uma linha de médicos. Juntos, os empresários usaram e abusaram de conceitos apontados pelo artigo para montar a ONE Laudos, uma empresa que transmite laudos médicos à distância.

“Sem notar, nós soubemos aproveitar o networking que nos cercava para perceber as oportunidades de mercado e em seguida investir em uma ideia apropriada para o setor. Esta cultura já embutida em nossas vidas foi fundamental para que os negócios tivessem sucesso desde o começo”, afirma Renan, que também gere mais duas empresas do mesmo setor médico.

Para eles, também conta o fato dos pais sempre manterem relações com famosos profissionais do mercado, o que na visão deles contribuiu na percepção do que seria realmente útil para o mercado médico. Desse modo, Perantoni e Romão puderam observar o cotidiano de hospitais e suprir a demanda por médicos radiologistas especializados em cardiologia, medicina interna, musculoesquelético, mastologia e neurologia.

“Os problemas variam muito de região para região. Em áreas com poucos recursos, por exemplo, há uma grande dificuldade de se contratar um radiologista, pois a maioria não vai querer se mudar para uma cidade pequena ou do interior. Isso pode gerar um verdadeiro caos na rotina de trabalho da clínica ou do hospital. Nosso trabalho consiste em oferecer uma equipe de subespecialistas durante as 24 horas do dia e online. Assim é possível desafogar ou preencher a demanda sem precisar ter alguém na região”, finaliza Augusto Romão.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/empresas-familiares-investem-menos-em-inovacao-mas-inovam-melhor/118064/