Exercitar a mente é um grande segredo dos profissionais dinâmicos.

Cedo ou tarde o futuro chega. A grande questão é: “Há como criar alternativas para a chegada de um futuro planejado ou simplesmente ele há de chegar e a gente há de esperar?”.

Se cada mudança pode ser entendida como um pedaço do futuro que se aproxima, a sensação de que a velocidade com que isso acontece é mais rápida nos coloca em profundos questionamentos e até mesmo em dilemas existenciais. Essa sensação tem razão de ser: As mudanças estão mesmo muito mais rápidas.

Claro que nem tudo é possível de ser previsto, mas o profissional focado e conhecedor dos seus próprios objetivos colhe frutos de suas escolhas diariamente. As sementes plantadas nos lugares certos trarão boa sombra e ar fresco nos momentos certos. O foco, disciplina e autoconhecimento são requisitos preponderantes para o profissional moderno.

Mas o que fazer quando as coisas não saem como o planejado? O que fazer quando as mudanças nos pegam de surpresa e nos exige mais?

É diante desse cenário que uma habilidade genuinamente humana tem ganhado força, principalmente no âmbito empresarial, trata-se da tal “flexibilidade cognitiva”.

Basicamente uma capacidade humana de deslocar nossos pensamentos para adaptar comportamentos e atitudes ao ambiente de mudança.

Uma habilidade de adaptação, não puramente cognitiva, mas que implica também a mudança de atitude frente ao novo. Esse poder dinâmico do ser-humano é como uma reprogramação ou uma atualização, quanto antes for feito, mais em sincronia o cérebro estará com o novo ambiente.

Há de se falar que nosso cérebro, acostumado a encontrar ou criar padrões, funciona no oposto do que essa habilidade requer como resultado e, sendo assim, é importante saber que o desenvolvimento dessa habilidade requer um esforço extra para “lutar” contra barreiras internas impostas pelo mesmo órgão que estamos exercitando.

Faça um exercício: Saia da sua zona de conforto. Você estará trabalhando o desenvolvimento da sua flexibilidade cognitiva e verá o quanto esse esforço te desgasta e cria sensações impressionantes de medo, ansiedade e aflição. Tudo truque do nosso cérebro.

Mas, desafiar dogmas e verdades absolutas, confrontar conceitos pré-concebidos e descontruir barreiras frente ao novo dá ao nosso cérebro demandas diárias para que um “novo padrão” se estabeleça, o padrão de que tudo pode mudar. É como exercitar um músculo, quanto mais carga você dá a ele, mais ele cresce e aguenta o que está por vir.

É preciso enxergar possibilidades de vários ângulos diferentes, sob inúmeras lentes e através de novos filtros. Não trabalhar essa habilidade diante do futuro que nos espera é como não parar para pensar que um dia de chuva pode ser péssimo para uma grande parte das pessoas, mas uma oportunidade abençoada para outros. Ou, diante da célebre frase “enquanto uns choram outros vendem lenços”, não pararmos para pensar que existem milhares de contextos para um mesmo cenário.

A capacidade humana de proporcionar flexibilidade cognitiva e trazer adaptabilidade às novidades está intimamente ligada à capacidade que temos de pensar e criar contextos novos que se moldam a essa nova realidade. Pensar no que está prestes a acontecer agindo dinamicamente proporciona ao profissional moderno encontrar respostas alternativas diante de uma mesma situação e isso implica dizer que a flexibilidade cognitiva tem um elo forte de ligação com o poder criativo desse novo profissional.

Vencer medos, traumas e desconstruir mitos, aceitando a acelerada forma com que as mudanças acontecem ao nosso redor são desafios que nos tiram dos padrões. Para tudo deve existir um novo olhar, uma nova perspectiva, um ponto de vista diferente. Precisamos adaptar nossa mente às novas realidades como a água se adapta ao recipiente em que é colocada. Parafraseando o sensacional Bruce Lee: “Be water, my friend!”.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/adapte-se-ou-morra/104220/